PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

A famosa Feira-livre de Castro Alves A feira-livre de Castro Alves é a maior de todo o recôncavo baiano e considerada por muitos como a maior e mais diversificada feira-livre do estado da Bahia. É um patrimônio cultural e histórico do município, vez que atrai pessoas, especialmente de várias cidades do recôncavo baiano; é uma tradição que já dura mais de 140 anos. Ainda na época que Castro Alves na Vila de Curralinho, por volta de 1870, existem registros que a feira livre além de existir, já atraída pessoas de vários povoados e vilas, que comercializavam alimentos, artigos de couro, alpercatas, celas, etc.

Com o passar dos anos a feira-livre cresceu bastante e acontece semanalmente nas quartas-feiras, sextas-feiras e sábados, sendo este último o dia de maior destaque. A feira-livre de Castro Alves é famosa por vender todos os tipos de produtos, com grande destaque para a carne bovina (carne–do-sol), carne suína, carne de carneiro e bode, farinhas, frutas diversas e vem ganhando bastante destaque na comercialização de roupas.

Reformas ocorridas nas últimas décadas ampliaram e reestruturaram a área da feira-livre, que conta com duas grandes áreas cobertas e também com o prédio do mercado municipal.

Casa-sede da Fazenda Curralinho - "O Casarão do Poeta" Carinhosamente foi batizado pela população castro-alvense como “O Casarão do Poeta”. Essa importante e histórica construção era a antiga casa-sede da fazenda Curralinho, que mais tarde acabou dando origem ao povoado e Vila de Nossa Senhora da Conceição do Curralinho, vindo a tornar-se a atual cidade de Castro Alves. Esse imóvel foi construído no final do século XVIII pelo capitão-mor Antonio Brandão Pereira Marinho Falcão, que estabeleceu-o próximo à nascente do Rio Jaguaribe, às margens da Estrada das Boiadas. Construiu casa e a capela para pernoite das boiadas em trânsito e pequenos currais, passando o local de imediato, a ser um pouso obrigatório de tropeiros. Nasceu deste modo, a Fazenda Curralinho, cuja propriedade pertenceu posteriormente à família dos Castro, especificamente aos avós e aos pais do poeta Castro Alves. Foi nesse sobrado que viveram os familiares do poeta e foi nele também que Castro Alves passou parte de sua vida e onde escreveu treze poemas: [6]A Duas Flores, O Hóspede, Aves de Arribação, A Uma Estrangeira, Pelas Sombras, Os Perfumes; A Meu Irmão Guilherme de Castro Alves, Coup D’Étrier, Numa Página, Fé, Esperança e Caridade, Horas de Saudade, A D. Joana e Fragmento.

O casarão encontra-se restaurado e é um bem tombado pelo IPAC. Nele funciona um museu aberto para visitação,onde encontram-se objetos, móveis e documentos da família do poeta Castro Alves e também é nele que encontra-se instalada a biblioteca Prof.ª Isabel Matos.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição Edificada no ano de 1875, é considerado um templo suntuoso, belo e imponente. Regularmente são realizadas missas e eventos católicos, que atraem uma grande quantidade de pessoas.

Igreja de São José do Jenipapo Essa igreja é considerada uma das grandes joias da arquitetura religiosa jesuíta e retrata um momento histórico de significativa importância para o patrimônio cultural. Está localizada às margens do rio Paraguaçu, na Vila do Genipapo. Construída em 1704, é uma edificação rural e um monumento tombado pelo IPHAN, com área construída de 300 m², localizada no centro de um grande terreiro (IPHAN, 2005). O arcebispo D. Sebastião Monteiro da Vide, quinto arcebispo da Bahia, com formação jesuítica, chegou ao Brasil em 1702, ocupando tal cargo. Em 1704 concedeu licença para a construção da capela, cuja solicitação foi justificada pela distância entre a antiga fazenda da Matriz de São Pedro de Muritiba (IPHAN, 2005). Realizada pelo alferes Gaspar Fernandes da Fonseca, a construção era típica rural, muito graciosa, por estar localizada às margens do rio Paraguaçu (BAZIN, 1956) e nela conter elementos decorativos em madeira policromada, informando a história de São José desde sua entrada até a capela-mor, em estilo rococó. Na entrada ha um alpendre com gradil em madeira, todo encoberto por telhas de barro cozido. A nave e a capela-mor possuem telhado em duas águas (IPHAN, 2005). A madeira utilizada foi o cedro, classificada como madeira de lei e muito utilizada por ser de fácil corte e possuir uma resina, que é a defesa natural da madeira contra os insetos xilófagos (RESCALA, 1985).[7]

Praça da Liberdade e a estátua do poeta A praça da Liberdade já foi chamada de praça São José. Está localizada próxima à prefeitura municipal, sendo uma das mais bonitas da cidade; nela encontra-se a famosa estátua do poeta Castro Alves, que foi esculpida por Humberto Cozzo, em Florença, Itália. A estátua do poeta Castro Alves foi inaugurada em 14 de março de 1964, ano do centenário de seu nascimento. O nome de Praça da Liberdade é uma homenagem à luta do poeta através das suas poesias em favor da libertação dos escravos.

Existem ainda vários outros bens de relevante importância histórica e cultural, presentes no município:

Palacete do Dr. Rafael Jambeiro Localizado no centro da cidade, na Avenida Rafael Jambeiro.

Prédio do Líder Clube Bomfim Localizado próximo à Igreja Matriz.

Antiga Cadeia Pública Atual prédio que abriga o 5º Pelotão da 27ª Companhia Independente de Polícia Militar, próximo à Câmara de vereadores.

Capelas de São Roque e Santo Antônio Localizadas cada uma, nos montes que levam os seus respectivos nomes. Desses dois pontos, é possível visualizar a praticamente toda a cidade do alto.

Conjunto de casarões em estilo colonial Encontram distribuídos em vários locais da cidade, especialmente no centro.

Aeródromo de Castro Alves (SSRF) Castro Alves possui um aeródromo público, registrado na ANAC, sob gestão do Governo do Estado da Bahia. Está localizado a 2,30 km distante da região central da cidade (próximo ao Hospital Regional de Castro Alves). O aeródromo permite o pouso e decolagem de aeronaves de pequeno porte.